9 Março 2017

Depoimento Thiago Contra: um exemplo de quem veio, viu, venceu e voltou!

tempo de leitura: 6 minutos, 45 segundos
Thiago Contri

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Leia este depoimento, porque vale a pena!

Thiago Contri é um dos nossos ex-estudantes que tem muita história para contar sobre a Austrália. É um exemplo muito bem-sucedido de alguém que batalhou para conquistar seus sonhos, cresceu na vida profissional, conseguiu a tão sonhada Cidadania Australiana e decidiu voltar para o Brasil para seguir o seu caminho.

“Eu já havia morado 1 ano nos Estados Unidos e morava há dois anos no Canadá quando um amigo do Brasil me ligou perguntando como era viver fora, dizia que estava em dúvida entre viajar para o Canadá e Austrália. Disse a ele que adorava morar fora, mas que estava tendo dificuldades para encontrar emprego na nossa área (Tecnologia da Informação), que trabalhava em uma agência, mas sem o visto apropriado. Meses depois, nos falamos novamente e ele já estava morando em Camberra, trabalhando para o governo Australiano com o tão sonhado visto.
Não pensei duas vezes, ajeitei tudo e meses depois já estava morando em Sydney para tentar alguma coisa na minha área. Na época, fui com um visto de estudante para fazer um curso de Business e, neste meio tempo, tinha planos de conseguir um emprego em TI e, quem sabe, até um patrocínio (sponsor).

Quando cheguei em Sydney eu tinha uma boa reserva de dinheiro e então decidi que ia me empenhar em procurar o emprego certo. O problema é que eu não tinha experiência de trabalho na Austrália, e as coisas começaram a ficar difíceis. Depois de mais ou menos 4 meses enviando currículos para diversas empresas, meu dinheiro estava acabando e eu fui ficando preocupado: se quisesse continuar na Austrália, precisava arrumar um trabalho para me sustentar, mesmo que não fosse na minha área.

Pedi ajuda para a agência que tinha me levado para a Austrália, mas não recebi auxílio nenhum. Foi aí que conheci a Superstudent por indicação de um amigo. Na época, a Marlene já tinha o Clube de Serviços muito ativo, indicando estudantes que estavam à procura de emprego para empresas que precisavam de funcionários. Em 3 dias fui contratado por um mercado como contador de estoque.

Passei vários meses fazendo diversos trabalhos por intermédio do Clube de Serviços da Superstudent, mas continuei enviando meu currículo para as empresas de TI, pois elas eram o meu foco. Depois de muitas tentativas, finalmente consegui um emprego na área e, algum tempo depois, a oferta para o sponsorship Visa.

Juntei toda a documentação necessária, inclusive várias cartas de empregadores para comprovar minha experiência de 12 anos no Brasil, já que não tenho um diploma universitário. Neste processo, a imigração ligou para todas as empresas, onde eu havia trabalhado anteriormente, para checar as informações que eu havia dado. Em uma daquelas empresas, uma pessoa novata na companhia atendeu o telefone e disse que não conhecia nenhum Thiago Contri. Por causa disso, o meu processo foi recusado.

Foi muito frustrante, mas nunca foi fácil, não iria desistir. Entrei novamente com o pedido em parceria com meu empregador e, quase no final do processo, outra frustração: a empresa fechou as portas. Ou seja, eu que até então tinha um emprego e estava com tudo encaminhado para conseguir o sponsorship, tive que recomeçar mais uma vez do zero. Fui dormir sonhando com o sponsor e acordei novamente com um visto de estudante.

Renovei meu visto e me matriculei em uma escola de inglês só para conseguir ficar por mais 30 dias e tentar me recolocar no mercado. Mandava mais de 200 currículos por dia, fazia 10 entrevistas por telefone e quando eu falava que precisava do sponsorship, as empresas desconversavam na hora.

Quase no final dos 30 dias, meu pai (que estava no Brasil e nem sabia de tudo isso) viu o anúncio de uma vaga para uma empresa australiana que estava contratando profissionais do mundo todo, com possibilidade de visto de trabalho temporário na Austrália. Eu entrei em contato, enviei meu currículo e em 2 meses já estava patrocinado. Um pouquinho de sorte não faz mal a ninguém.
Comecei tocando um projeto grande no departamento de comércio de NSW e em 3 meses já liderava uma equipe relativamente grande. Trabalhei lá durante 2 anos e consegui a tão sonhada residência permanente.

Ao final do projeto, sai desta empresa para abrir meu próprio negócio com um amigo brasileiro. A Social Figures surgiu em 2010 como uma empresa de monitoramento de redes sociais e este é o nosso trabalho até hoje.

Na época, o Orkut estava morrendo no Brasil e o Facebook vinha ganhando cada vez mais força. Diante deste cenário, eu e meu sócio conversamos e resolvemos que seria importante aproveitar esta oportunidade para ganhar mercado no Brasil. Então eu vim para São Paulo com a ideia de fazer parceria com uma empresa que nos representasse, e de depois voltar para a Austrália, que era aonde eu planejava viver. Mas as coisas foram acontecendo, a empresa começou a crescer e conquistar novos clientes, e a minha vida tomou outro rumo. Detalhe, até nisso tive uma ajudinha da Marlene, pois devido a sua reputação na área de relações públicas no Brasil, acabou me indicando algumas pessoas que vieram a se tornar clientes ou grandes parceiros de negócio.

No começo de 2011 saiu a minha cidadania Australiana e eu voltei para pegar o certificado e o passaporte de cidadão. Porém agora os planos eram diferentes, não poderia de forma alguma deixar o trabalho iniciado no Brasil pela metade, resolvi continuar e correr atrás de novos clientes.
Após 3 anos no Brasil, ainda trabalhando pela Social Figures, voltei para a Austrália em 2014 para um novo projeto de 6 meses. Conseguimos um aporte de 500 mil dólares para refazer o software que havíamos desenvolvido no quarto da filha do meu sócio, mas agora com uma equipe multidisciplinar totalmente dedicada.

Terminado o projeto, voltei para o Brasil novamente. Dois dias após a minha chegada, conheci alguém que fez toda a diferença na minha vida, meses depois estávamos casados e hoje a família está completa com a chegada do nosso filho, João.

A vida por aqui se ajeitou de tal forma que eu percebi que não queria mais deixar o Brasil, a minha família e os meus amigos. Resolvemos não pagar o preço de ver nosso filho crescendo em um país mil vezes melhor, mas longe da família. Mas preciso dizer, me sinto muito orgulhoso por ter conquistado uma segunda cidadania – algo que sempre sonhei – e não descarto possibilidades futuras.

Depois dessa história toda, acho importante dizer que as coisas não são assim tão simples como parecem ao se chegar em outro país. A gente passa por muitos perrengues, mas cresce muito com as novas experiências. Eu ralei muito e dei sorte de encontrar pessoas bacanas e uma agência como a Superstudent, que me ajudou muito na hora em que eu mais precisei. Se não fosse por eles, talvez eu não tivesse continuado na Austrália por tanto tempo e realizado tantos sonhos assim. Acho que o mais importante, além de se ter o apoio de uma boa agência, é ter um objetivo definido, foco e trabalhar com determinação para fazer as coisas acontecerem. Caso contrário, a gente acaba desperdiçando o nosso tempo e dinheiro, sem chegar a lugar nenhum”.

Atualmente, Thiago Contri vive em São Paulo e é proprietário da Social Figures (socialfigures.com.br - empresa especializada em monitoramento de redes sociais) e da Mídia Clube (midiaclube.com.br- empresa especializada na veiculação de mídia digital dentro de elevadores de condomínios residenciais).

Thiago Contri

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